Jun 17, 2021

Algemado, preso pega arma de escrivão durante depoimento, atira e o mata dentro de delegacia

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Escrivão da Polícia Civil Aloísio Alves Lima Amorim, 60 anos, foi morto por um preso dentro a delegacia de Tauá, no interior do Ceará. — Foto: Arquivo pessoal

Um homem preso por suspeita de tráfico pegou a arma do escrivão Aloísio Alves Lima, 60anos, e matou o agente durante um depoimento na Delegacia Regional de Tauá, no interior do Ceará, na madrugada desta sexta-feira (30). O crime aconteceu por volta das 2h.

Escrivão da Polícia Civil Aloísio Alves Lima Amorim, 60 anos

Conforme o delegado Danilo Távora, titular da Delegacia Regional de Tauá, Antônio Josivan Lopes Silva, 30 anos, suspeito de atirar contra o agente, chegou à delegacia após ser capturado na cidade de Pedra Branca, em uma ocorrência de tráfico de drogas. Na ocasião, outro homem também foi preso.

Quando os dois detidos estavam na sala do escrivão, Antônio Josivan, mesmo algemado, conseguiu pegar a arma do policial civil e atirou contra ele. Aloísio Alves foi atingido com um tiro na nuca. "Não temos como precisar em que momento ele teve acesso à arma, pois os suspeitos estavam sozinhos com o escrivão dentro da sala", disse o delegado.

Antônio Josivan Lopes Silva, 30 anos, fugiu após matar o escrivão dentro da Delegacia Regional de Tauá. — Foto: Arquivo pessoal

Houve troca de tiros entre o suspeito e outros policiais na delegacia, segundo o delegado Danilo. Josivan conseguiu fugir e o outro homem que estava com ele foi recapturado.

Uma ambulância do Samu foi acionada para socorrer Aloísio Alves, mas o agente já chegou ao hospital sem vida.

Equipes do Comando Tático Rural (Cotar) da Polícia Militar e da Polícia Civil realizam buscas na região para tentar capturar o suspeito.

O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol/CE) divulgou na manhã desta sexta-feira (30) uma nota de pesar pela morte do escrivão Aloísio Alves Lima Amorim, 60 anos.

Conforme o Sinpol, Aloísio estava lotado em Tauá, mas já trabalhou no município do Crato. Segundo o Sindicato, o agente " era conhecido pela simpatia e gentileza com todos".

"Nossos sinceros sentimentos à família enlutada e a todos os irmãos Policiais Civis, que Deus conforte a todos", diz um trecho da nota.

G1


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