Fev 19, 2020

Aprovados em concurso para delegado cobram nomeação do governador Cameli

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Agora no último mês de novembro, 37 aprovados no concurso público para delegado realizado pelo Governo do Acre, concluíram o curso de formação pela Academia da Polícia Civil.

O governo anunciou à época do início do curso de formação que até novembro o Acre iria contar com os novos delegados e mais outros 238 profissionais entre escrivães, agentes e auxiliares de necropsia que também foram convocados e fizeram o curso de formação.

Dos 37 delegados, atraídos pelo salário e pela estabilidade no setor público, muitos que passaram e fizeram a academia são de fora do Acre. Ocorre que o tempo passou, novembro se foi junto com 2019 e até agora nada de nomeação de quem deveria está assumindo suas funções nas delegacias de polícia na capital e no interior.

Segundo os profissionais que estão prontos para serem nomeados, não foi dada nenhuma previsão para a posse. “O próprio governador nos garantiu que seria em novembro. Mas até agora, nada concreto e nenhuma data prevista”, diz um dos aprovados que prefere não ser identificado.

 

Com o objetivo de pressionar o governo e provar a carência de delegados no Acre os próprios aprovados montaram um dossiê onde comprovam que há falta de profissionais em praticamente todas as delegacias. No interior do estado, o problema é ainda maior, já que um delegado chega a ser responsável por delegacias em até três municípios diferentes.

Situação atual apresenta déficit de 35 delegados

Atualmente existem 55 delegados na ativa. Ocorre que a quantidade de cargos previstos pela Lei Complementar 279/2014 é de 90 profissionais.

Dos delegados que estão na ativa, alguns ocupam funções administrativas (Delegado Geral, Delegado Geral Adjunto, Corregedor e Corregedor adjunto, Departamento Técnico Policial e Departamento de Inteligência) e não trabalham na atividade fim. O delegado Emylson Farias, ex-secretário de segurança pública do Acre, está cedido à Assembleia Legislativa.

A falta de delegados compromete a qualidade das investigações e a resolução dos crimes.

No ano passado, só em Rio Branco foram registrados mais de 6,5 mil roubos para se ter uma ideia.

O governo ainda não se pronunciou sobre a previsão para a contratação dos novos delegados.

A Gazeta


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