Out 21, 2020

Homem do interior do ES é encontrado após 14 anos de ter desaparecido

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No grupo da equipe do Correio9, neste domingo (13), conversamos sobre a tranquilidade do fim de semana. Normalmente os fins de semana são marcados por tragédias, neste, foi diferente! Não que não tenha acontecido nenhuma. Os bombeiros não pararam de lutar contra incêndios em vegetação por toda a região e motociclistas também foram atendidos após acidentes, com ferimentos.

No entanto, este domingo, 13 de setembro, trouxe uma informação daquelas que raramente chegam à Redação do Correio9; mas chegou, por meio do delegado Líbero Penello.

Há mais de 14 anos, o senhor Gumecino Lopes, hoje com 66 anos, morador do Córrego do Muniz, distrito de Nova Venécia, filho da dona Cecilia Luizia Helmer e do senhor Aristides Lopes dos Santos, desapareceu, onde morava, no Córrego do Muniz.

Mas, depois de toda a família e a Polícia Civil o terem dado como morto, ele reapareceu! E muito longe de onde saiu!

De acordo com a família, quando era mais novo ele sofreu uma queda que causou uma forte pancada na cabeça e, desde então, guardou sequelas.

Ele desapareceu, a família e amigos o procuraram, a polícia investigou, mas, nada de alguma pista de seu paradeiro.

No entanto, na noite deste sábado (12), um cidadão recebeu uma mensagem que viria a desvendar o mistério.

Uma pessoa – cujo nome mencionado é Robson – recebeu uma mensagem informando sobre uma pessoa que vive na cidade de Caçapava, no interior do Estado de São Paulo. Esse senhor vive repetindo ‘Vila Pavão’ e ‘Muniz’. Assim, pessoas que o conhecem – onde ele está hoje – decidiram procurar alguma informação, até encontrarem os lugares, na internet.

Ele tem problemas mentais, sofreu um trauma craniano e não se recorda das coisas. No primeiro casamento, teve 2 filhos. No segundo casamento, teve 5 filhos. Os filhos do segundo casamento residem em Rondônia e não possuem contato com os familiares daqui. Os filhos do primeiro casamento moram em Barra de São Francisco, mas também estão de partida para outro estado, segundo informou uma sobrinha.

A família foi informada neste fim de semana que o encontraram em São Paulo, residindo e vivendo como homem de rua, numa pequena mata. Nessa mata a população do vilarejo o ajudou a construir uma cabana, e cuidavam dele.

Ele nunca queria ir para abrigos, queria viver sempre ali! Não gostava de ir para abrigos e sempre que autoridades chegam perto dele para tirá-lo das ruas, ele fugia.

Na noite deste sábado (12), o delegado Líbero Penello foi contatado para ajudar a identificar e localizar a família deste senhor.

Por se tratar de fim de semana, ele acionou alguns conhecidos em Vila Pavão, Nova Venécia e região e conseguiram identificar quem é o homem e localizaram a família, irmãos e sobrinhos que residem no Córrego do Muniz.


“Há 10 anos ele morava no Estado de São Paulo e ao se acidentar ficava repetindo o nome de Vila Pavão, o que fez com que conhecidos daquele estado acionassem pessoas em Brasília que os poderiam ajudar e nós aqui no Espírito Santo fomos acionados logo em seguida. Foi tudo tão rápido que não houve tempo sequer para esperar a volta do expediente policial na segunda-feira (14). Com este senhor de idade acidentado, as providências tinham que ser urgentes”, disse Líbero.

Graças à intensa rede de contatos do delegado, foi possível identificar e localizar em tempo recorde!

Não é todo dia que se encontra uma pessoa desaparecida há tanto tempo!

Esse senhor, ainda, está em Caçapava, em São Paulo, e o vereador Bafaela, de Vila Pavão está agilizando junto à família para trazê-lo de volta.

Como não há plantão 24 horas em Nova Venécia, a Polícia Civil não funciona aos sábados e domingos na região; razão pela qual tudo foi resolvido em menos de 24 horas entre o sábado e domingo. Segundo o delegado, pessoas conhecidas o procuraram na qualidade de amigo e cidadão e não de policial.

Neste domingo, dia 13, Gumercino conversou por vídeo-conferência com um irmão, que mora na região do Córrego do Muniz. Ele tem outros irmãos na região, todos de idade também.

A família daqui quer trazê-lo para cuidar, mas tem que ser devagar, pois ele não quer sair do lugar onde está, e não reconhece as pessoas, a memória não funciona bem e lembra-se pouco das coisas. Então, tudo tem que ser feito com calma, mantendo um ritmo de conversa bom com ele para convencê-lo a voltar, pois, se não ele pode fugir novamente.

Mesmo com todas as dificuldades do momento em que ele foi encontrado, a família está feliz com a possibilidade de tê-lo de volta, e estão decididos a trazê-lo.

Quando se ama, acontece, se se passaram catorze anos e ele está vivo, não está sendo por acaso!

Gumecino foi encontrado morando em uma cabana, numa matinha em Caçapava, no estado de São Paulo.


Correio9

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