Out 15, 2021

Policiais militares, sem farda e sem atribuição, erram o alvo e dão voz de prisão ao juiz que expediu o mandado

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Na quinta-feira da semana passada, policiais à paisana foram à casa do juiz Eduardo Lino Bueno Fagundes Júnior por volta de meio-dia e meia. Tocaram a campainha e, dizendo apenas que eram do Fórum Criminal, pediram que o magistrado abrisse a porta. Assim que ele se apresentou, recebeu voz de prisão.

Eduardo é um juiz conhecido na cidade. Há dez anos, ele atua na 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba e já mandou prender muita gente, mas nunca esteve do outro lado. Ele pediu para ver o mandado de prisão, mas os policiais disseram que não tinham o documento em mãos e acabaram mostrando um print na tela do celular.

Tratava-se de um documento assinado pelo próprio Eduardo duas horas mais cedo. Um mandado de prisão relacionado a um caso de furto. De fato, seu nome estava lá, mas era no campo “juiz expedidor”. Depois de constatado o erro de leitura, os oficiais do serviço reservado da Polícia Militar (PM) pediram desculpas e foram embora dizendo que o “setor de inteligência” é que havia passado a informação errada.

Desdobramentos

O juiz Eduardo Lino Bueno Fagundes Júnior foi contatado pela reportagem, mas optou por não se posicionar. Segundo ele, o caso será resolvido institucionalmente.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) ainda não terminou de apurar a situação. Ao Plural, a assessoria disse que está verificando, junto com a Polícia Militar, onde ocorreu a falha de comunicação para “providenciar a devida correção no fluxo do procedimento” e “evitar que situações similares ocorram”.

A redação também entrou em contato com a PM para saber como andam as investigações internas, mas não foi respondida até o fechamento.

Plural

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